MPRS e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica firmam acordo para cirurgias reparadoras a vítimas de crimes no RS
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) firmou, nesta segunda- feira, 29 de junho, um termo de cooperação técnica com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) para garantir a realização de cirurgias plásticas reparadoras para vítimas de crimes no estado.
A iniciativa tem como objetivo garantir a recuperação física, funcional e estética de pessoas que sofreram deformidades permanentes, promovendo atendimento humanizado e acesso mais rápido aos procedimentos. A assinatura marca o início da celebração da Semana do MPRS.
O procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, em sua manifestação, ressaltou que este é mais um importante passo na atuação do MPRS em favor das vítimas que, na mesma linha, realiza cirurgias plásticas em parceria com o Instituto Moinhos Social e o Hospital Moinhos de Vento, no escopo do Projeto Reparador. "Nesse dia tão importante para o Ministério Público, nós temos a alegria de fortalecer e ampliar os laços em favor das vítimas de violência, agora com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. É um momento histórico, tendo em vista o bom caminho que trilha o nosso projeto Reparador para poder ampliar a assistência a mulheres vítimas de violência em todo o estado. Só temos a agradecer aos parceiros e pensar que todos nós, de uma forma ou de outra, estamos contribuindo para o enfrentamento à violência contra a mulher", destacou.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RS), Rodrigo Dreher, o projeto amplia a atenção e o cuidado. "Eu gostaria de ressaltar a relevância da união entre a sociedade civil e as forças do Estado. Dada a magnitude e a importância do assunto, nos organizamos prontamente para prestar o auxílio. Esperamos que esta iniciativa sirva de inspiração, reiterando que, acima de tudo, trata-se de seres humanos cuidando de outros seres humanos".
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TERMOS DO ACORDO
Pelo acordo, o MPRS ficará responsável por identificar e encaminhar as vítimas, acompanhar e fiscalizar a execução e articular a rede de atendimento para garantir agilidade no acesso às cirurgias. Já a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica atuará na mobilização de profissionais e serviços credenciados para realizar os procedimentos. As cirurgias serão realizadas de forma voluntária, sem repasse de recursos financeiros, em unidades de saúde parceiras com estrutura adequada.
O termo tem validade inicial de dois anos e prevê avaliação periódica dos resultados, com base em indicadores como número de atendimentos, tempo de resposta, nível de satisfação das vítimas e taxas de sucesso clínico.
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